"NÓS QUE AQUI ESTAMOS, POR VÓS ESPERAMOS."
por Marcelo Masagão
Este filme é fruto de uma bolsa de estudos que ganhei da Fundação MacArthur. Durante três anos estudei o século XX exaustivamente. No inicio de meus estudos, cheguei perto de uma crise de esquizofrenia. Só acalmei e consolei-me quando percebi que mais esquizofrênico que eu era o próprio século. Em nenhuma outra época histórica a dualidade CRIAÇÃO/DESTRUIÇÃO se manifestou de forma tão POTENCIALIZADA. Qual aspecto deste século discutir, se os assuntos são tão intrincados, contraditórios e difíceis de se compreender?
Resolvi discutir um dos fatos que mais me chamam a atenção neste final de século, isto é a BANALIZAÇÃO DA MORTE e, por correspondência direta, a Banalização da VIDA. Comecei então a visitar cemitérios e imaginar pequenos recortes biográficos da vida de pessoas que eu não conhecia. Como por exemplo, que time de futebol torcia José da Silva que durante 40 anos trabalhou numa linha de produção de Veículos da Renault; qual era a receita de bolo secreta que tal senhora fazia...
Comecei a imaginar como esses detalhes de cada pessoa ali morta poderia conectar-se com os fatos históricos ou tendências comportamentais do século: como estas pessoas e suas pequenas biografias davam consistência carnal, psíquica e social aos fatos históricos que os historiadores, sociólogos ou psicólogos do comportamento discutem em seus livros.
Pensar também como, na maioria das vezes, os pequenos personagens não só avalizam como dão consistência singular ao discurso maluco dos grandes personagens. Apesar de falar muito da história do século, minha intenção não foi ser enciclopedista, professoral ou mesmo respeitar a linearidade temporal dos fatos. Tomei duas decisões importantes ao desenhar meu documentário: não coloquei nenhum dado estatístico e nenhum tipo de locução no documentário.
O locutor é um personagem que geralmente ocupa o papel de ator principal na maioria dos documentários. É como se a realidade sempre necessitasse do aval da PALAVRA para ter legitimidade. Cada vez mais considero que a palavra em forma de fala é muito limitada e comunica muito pouco. O locutor parece querer sistematizar o buraco do não compreendido. Além do que o locutor adora vomitar dados estatísticos - e quando se fala de morte, a estatística vale pouco. Na morte, não interessa o milhar, mas a unidade-próxima. Ouvir notícias de milhares de mortos na Guerra da Bósnia, na fome africana ou no desastre de avião, parece sonorizar pouco e só acaba tendo dimensão real se o morto em alguma dessas catástrofes for meu parente ou amigo.
Resolvi também tirar todo tipo de depoimento, pois sejam de grandes ou de pequenos personagens, os depoimentos parecem estar cada vez mais fadados ao espetáculo, ao ego mentirinha, a dizer pouco sobre nossa complexa e conturbada vida psíquica. Colocando só música, ruídos e silêncios, procurei não tapar o buraco do desconhecido, do não dito, do não que talvez seja o sim, ou, quem sabe, o talvez.
É um filme realizado com orçamento baixo, mesmo para os padrões brasileiros. Gastei cerca de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais), dos quais 80.000,00 foram consumidos com pagamentos de direitos autorais a mais de 40 instituições ou pessoas nos 4 continentes.
Um computador me ajudou muito nas 2.000 horas que gastei na edição deste filme.
ESSE MARAVILHOSO E REPULSIVO SÉCULO
por Arlindo Machado
Se o tempo não faz senão acumular cadáveres, existe algo de necrofilia nessa coisa que chamamos de história. Em algum sentido, para fazer uma retrospectiva do século, é preciso escarafunchar os túmulos, perturbar o sono dos mortos e trazê-los de volta à vida. Um século é feito de crenças, ideologias, ambições, entusiasmos, sonhos, alucinações, insensatez, que depois de iluminar ou obscurecer o seu tempo, se transformam em cinzas e são enterrados junto com seus protagonistas. Eis porque esta melancólica mirada sobre o século que agoniza traz um título retirado justamente do pórtico da entrada de um cemitério: "Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos".
O século XX reconstituído por Marcelo Masagão, a partir do exame de centenas de milhares de metros de materiais de arquivos, desde o tempo de Thomas Edison até hoje, tem ares de um necrológio dos personagens que fizeram o século, sejam eles grandes ou pequenos, importantes ou insignificantes, visionários ou vândalos, alguns reais, outros imaginários (mas sempre baseados em registros documentais). Nenhuma lição, nenhuma moral, nenhuma pretensiosa análise do esprit du temps sintetizam essas imagens. Do século que se vai, ficam apenas as pequenas histórias individuais, os acontecimentos esparsos, as utopias perdidas. Ao apagarem-se as luzes do período, não nos resta mais a fazer senão o levantamento do espólio.
Mas, por outro lado, o século recuperado por Masagão tem também um frescor que não se encontra nas habituais edições de materiais de arquivos. O essencial neste filme não é apenas a vasta pesquisa de imagens, mas sobretudo a maneira como essas imagens são associadas entre si numa montagem espirituosa e inteligente. Na verdade, o filme é estruturado na forma de pequenas unidades de montagem, como se fossem hacais áudio-visuais, onde acontecimentos distantes no tempo e no espaço são comparados, confrontados e explorados em todas as suas possibilidades plásticas, poéticas e conceituais. Para a obtenção desse resultado, o autor soube extrair o melhor dos novos recursos de edição não-linear possibilitados pelos sistemas digitais.
Diz-se que o século XX é (foi?) o século das imagens. De fato, o cinema e, depois, a televisão povoaram a imaginação de seus respectivos contemporâneos. Num certo sentido, o filme de Marcelo Masagão se propõe a dupla tarefa de verificar como uma civilização construiu-se a si própria na forma de imagens e, alternativamente, como essas imagens reconstruíram uma civilização.
PAUSA DE 73 MINUTOS PARA REFLEXÃO
por Nicolau Sevcenko
Com base na história e na psicanálise, Marcelo Masagão compôs um complexo mosaico de memórias do século 20. Seu recurso à justaposição de imagens e seqüências fragmentadas, ao invés de uma narrativa contínua e linear, capturou o âmago mesmo desse tempo turbulento. A irrupção nele da cultura moderna indicava precisamente isso: a ruptura de todos os elos com o passado; o imperativo da supremacia tecnológica; a penetração ampla e profunda em todas as dimensões, macro e micro, da matéria, da vida e do universo; o anseio da aceleração, da intensidade, e da conectividade; a abolição dos limites do tempo e do espaço. O que mais marca este momento portanto, é justamente essa multiplicação de energias, a pluralidade das sensações e das experiências, o esfacelamento da consciência e a interação com os mais diversificados contextos. A história se pulveriza numa miríade de registros e o inconsciente aflora, magnificado pela potência das novas fontes de estimulação sensorial, bem como pelo choque traumático das forças destrutivas deslaçadas sobre a humanidade.
Sensível e ponderado foi também o seu modo de jogar com as perspectivas de gentes simples e anônimas, nascidas no torvelinho das grandes transformações, dragadas pelas engrenagens dos gigantescos complexos industriais, as linhas de montagem, o lazer massificado, a publicidade, os apelos do consumo, as alegrias da dança e do corpo liberado, os rigores trágicos das crises e da guerra. Dando nome a essas criaturas minúsculas, ele ao mesmo tempo devolve o quinhão de humanidade que lhes foi negado, como destaca o modo pelo qual a dinâmica social opera através da modulação dos comportamentos, a rotinização do cotidiano e a galvanização das mentes.
Dentre a massa de personagens anônimos ressaltam alguns rostos e nomes famosos: artistas, cientistas, intelectuais, líderes políticos e espirituais. Eles funcionam como chaves que articulam tendências de ampla configuração em diferentes níveis da experiência social e cultural. Catalisando processos em andamento, eles ao mesmo tempo dão voz às minorias silenciosas, como sinalizam alternativas ou consolidam estados latentes de aspiração, conformação, revolta ou ressentimento. A história é tramada nessa imprevisível dialética entre pressões estruturais, decisões individuais, desejos, pavores e projeções subconscientes, tensões sociais e a polifonia de vozes que dão forma e expressão às conjunturas.
A singela fórmula " nós que aqui estamos, por vós esperamos ", gravada no portal do pequeno cemitério de província, é outro dos achados cintilantes deste filme. Por um lado, ela oferece um contraponto tocante às ambições grandiloqüentes do século 20 e de sua modernidade. Evoca a fragilidade e os estreitos limites da condição humana, os quais têm sido sistematicamente ignorados por poderes e ambições que atravessaram o período impondo demandas e sacrifícios exorbitantes. Por outro lado, apresentada no final do filme, a frase ressoa e opera como um feixe que conecta todos os fragmentos dispersos, nos transportado para dentro daquele mundo, como mais uma memória que irá se somar a esse painel dramático, ligada a cada detalhe dele por vínculos de solidariedade e compaixão. Os temas compulsivos e recursivos das músicas de Win Mertens funcionam como o nexo emotivo que, se instila ritmo e vibração às imagens, também nos pões em sintonia com os sonhos profundos que animaram nossos irmãos e irmãs nessa aventura histórica ainda mal entendida e certamente inacabada, mas que obras como essa nos ajudam a vislumbrar e a compreender melhor. Creio que é isso também que eles, lá na sombra discreta do cemitério, esperam de nós.
O SÉCULO DO HOMEM COMUM
por Denise Lopes
Contar o século do império da imagem só através de imagens, numa colagem que abusa de recursos digitais. Em 73 minutos e ao som do músico minimalista belga Win Mertens, Marcelo Masagão elege, em "Nós que aqui estamos por vós esperamos", grandes e, principalmente, pequenos personagens que impulsionaram a história nos últimos cem anos. Entre os pequenos, a maioria é fictícia. Fundida, como no caso do piloto kamikaze que escreve à família, de vários outros a partir de múltiplas cartas encontradas pelo pesquisador. Entre os grandes, Picasso, Einstein, Lenin e Freud, identificados apenas por seus primeiros nomes e muito de passagem. O último enquadrado como consultor espiritual, ao lado do historiador inglês Eric Hobsbawm, no próprio crédito do filme, que adota o critério dele ao anunciar que trata do "breve século XX".
Sem estatísticas, cronologias ou hierarquizações, o filme, que não pretende ser enciclopédico, muito menos mostrar "a realidade", a não ser do ponto de vista assumido do diretor, discute a banalização da morte e, por conseqüência, da vida, que Masagão considera "a grande marca deste século". Politicamente correto, mas polêmico, sobretudo pelas associações que imprime e pela forma e montagem que assume, as disfunções temporais e espaciais de justaposições de flashes do século XX mostrados por Masagão são, no mínimo, um bom momento reflexivo.
Paulista, com formação incompleta em Psicologia e passagens pelo Instituto Psiquiátrico de Trieste, na Itália, Masagão gastou três anos de pesquisa, um ano de aula em História Contemporânea e consultoria com o professor da Universidade de São Paulo (USP), Nicolau Sevcenko, e mais de duas mil horas (um ano e meio) em frente a um computador. "Tecnicamente foi a coisa mais idiota. Tudo botãozinho, que você aprende a usar em dois minutos.”
Outra peculiaridade é que não houve roteiro. "É ridículo se fazer roteiro hoje com a edição digital. As possibilidades são inúmeras e não há mais o risco que havia na edição tradicional de se perder qualidade", sentencia. "O principal foi encontrar o tema e o jeito como queria contar". "A tecnologia permite que se faça filmes baratos. Não há porque o Brasil produzir filmes de R$ 3 milhões, por exemplo. É como colocar uma baleia para nadar numa piscina." A dificuldade de selecionar o que ia ou não entrar no filme, segundo Masagão, só não foi maior do que o desafio de contar a história do século. "Foi a curiosidade que me moveu. Fui me acalmando à medida em que ia vendo as dezenas de documentários sobre o século que comprei. Dos mais caretas aos mais legais, todos eram absolutamente delirantes. Porque é difícil mesmo juntar um século."
"O filme ia ter depoimentos orais, mas fiz uma seleção tão rigorosa que acabei gostando de muito poucos. Não fiz a conta dos personagens reais e ficcionais. Mas imagine um gringo vendo o Bispo do Rosário com seu manto para se encontrar com Deus, vai achar que é ficção", raciocina, dando a verdadeira chave do filme: "a dúvida, pois é impossível captar a realidade a não ser de um ponto de vista".
"Numa guerra não se matam milhares de pessoas. Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é gay, outro que tem uma namorada. Uma acumulação de pequenas memórias..." Christian Boltanski.
A citação do artista plástico contemporâneo francês que aparece na abertura do documentário define a abordagem individual da história do século contada por Marcelo Masagão, no que chama de filme-memória. O diretor diz que tirou a frase de uma entrevista que assistiu na televisão e que sabe apenas que Christian ou Cristiam - o nome do artista aparece grafado como Cristiam Boltaski - é fotógrafo. "Não sei se ele é francês", não se preocupa. O desprendimento com os fatos não tira a força de um filme que usa imagens reais mas mistura ficção e realidade. "O historiador é o rei", rebate numa referência a qualquer tipo de acusação já na primeira frase que aparece na tela. Para completar: "Freud, a rainha". E assim segue por uma linha poética e pessoal, que une por edição eletrônica os rostos de Mao, Stálin, Mussolini e Hitler.
A contribuição brasileira ao século fica restrita a poucas aparições. Serra Pelada, o filme Yndio do Brasil, de Sylvio Back, Garrincha - "o acho mais sedutor do que Pelé e quis falar mais das pessoas que já morreram" - e uma frase que o poeta russo Maiakovski teria escrito em 1907 - "Dizem que em algum lugar, parece que no Brasil, existe um homem feliz" -, é praticamente todo traço da cultura brasileira no filme. Nas artes plásticas o vigor brasileiro é maior, Bispo do Rosário e José Leonílson estão lá. Leonílson entre os quatro escolhidos do século, junto a Hopper, Munch e Duchamp. Carmem Miranda não é lembrada. "Não quis ser didático. Desde o início tinha em mente citar o Nelson Rodrigues, mas não consegui achar um jeito e essa idéia acabou não entrando. Queria colocar também Sinfonia de uma metrópole, uma cópia de Berlim, sinfonia de uma metrópole, de Walther Ruttman, com imagens da década de 20 de São Paulo, mas as dificuldades na Cinemateca Brasileira foram tantas que não deu", se conforma.
Elvis, Coca-cola e McDonald são tratados no mesmo pé de igualdade, como preferências das gerações. As décadas de 20 e 60 ressaltadas como as épocas dos modismos. Três quadros de Hopper - um recorde no filme - são mostrados apesar da pouca influência do americano na pintura do século. "Adoro o cara, se pudesse colocava cinco e ele não tem parente chato para reclamar direitos", brinca, justificando a escolha, sem culpas. Mas o mais interessante no filme de Masagão são as histórias fictícias ou reais de pequenos personagens que se fundem a grandes acontecimentos.
Um velho poema de Brecht ironizava os "grandes vultos da humanidade'', mostrando que eram os personagens anônimos que moviam a história. Há no filme, além da atenção ao rosto singular destacado da multidão, um esboço de organização e de construção de sentido para um século tão conturbado, fragmentado e frenético. Aliás, uma das virtudes do filme é o de buscar em sua própria forma, e não num discurso explicativo exterior, seu modo de ler o século. Assim, a velocidade, a dispersão, a técnica, a violência - marcas de nosso tempo - , configuram também a estrutura formal do documentário. Na ausência de narração oral, apenas pequenos textos informam (ou inventam) sobre os personagens e situações apresentados.
Aqui, no entanto, não há aquela sensação de "segurança" que a TV muitas vezes nos dá, pois estamos à mercê da visão de Masagão, que desenvolveu uma espécie de ficção-factual em cima de uma montanha de imagens que já fazem parte do consciente coletivo, e outra montanha de imagens que nunca vimos antes. Ele criou personagens que nunca existiram, mas que poderiam ter sido reais, em seus respectivos tempos e espaços.
Um certo chinês chamado Lin Yang, por exemplo, é apresentado por uma fotografia tirada numa fábrica de bicicletas. Logo depois, somos informados que teria sido responsável pela execução de três professores de matemática, durante a Revolução Cultural. Há uma Martha Brinkley, americana, lanterninha de cinema que teve a vida marcada pelo tédio, ou uma família (os Jones) de guerreiros americanos (avô, pai, filho) que teriam lutado nas duas primeiras guerras e Vietnã. Em Serra Pelada, vemos ao longe 12,668 "Pedros" e acompanhamos a morte patética de um suposto alfaiate parisiense que acreditou poder voar da Torre Eiffel, pela força do pano. Ou a constatação de que Alex Anderson, trabalhador da Ford T, apertou um sem número de parafusos na fábrica, gostava de piquenique aos domingos e nunca teve um Ford T.
Ao criar um mosaico humano desse tipo, Masagão eleva a força do seu trabalho, livrando-o de uma sensação de "eu já sabia disso" que ameaça seu filme toda vez que elementos como Hitler, aspirina, o crash de 29, Revolução Industrial, Luz Elétrica e Religião são abordados. Seu fator humano, apaixonadamente inventado, é o diferencial. Não há nada de novo sobre o Enola Gay jogando a bomba atômica em Hiroshima, mas sim a inclusão da foto de um casal japonês e seus dois filhos, todos falecidos em 1945, acompanhada da informação: "ela fazia bolinhos de arroz deliciosos, e ele foi um exímio carteiro".
PRIMEIRA OFICINA: revelando o sujeito histórico através da fotocolagem. Revendo a história recente do país e do mundo através dos olhos da própria memória, vamos fazer um exercício de perspectivismo, ou seja, ensaiar novos modos da História ser recontada a partir da vivência particular do evento. Guardado os alcances e interesses políticos que envolvem a escrita da História, é por esse perspectivismo intransponível que as narrações hegemônicas também se oficializam, ocultando muitas vezes na defesa da neutralidade, da objetividade, do não partidarismo – como discursos de salvaguarda – posições irremediavelmente subjetivas. Assim, inserindo nossa subjetividade no exercício de percepção do cotidiano, temos um retrato humano que revela nas entrelinhas aspectos importantes da cultura, dos valores e das instituições da época.
Início dos trabalhos de oficina: de um lado, recortes de jornal e revista, do outro fotos pessoais em momentos domésticos. Através do contraponto desses registros, aparentados pela época, pela moda, pelo comportamento, visão de mundo, sonhos e espectativas, a história vai se revelando pouco à pouco por suas infiltrações cotidianas e sendo testemunhada por meio da narrativa pessoal.
Aspectos que devem ser considerados na hora da escolha do material a ser trabalhado:
• o sujeito histórico: procure perceber em que momentos sua presença, suas ações ou sentimentos se tornam testemunhos históricos; tente encontrar aquele momento em que algum evento da grande mídia condiciona direta ou indiretamente sua vida, passando a afetar seu dia-a-dia. Se apegue nos detalhes, perceba as sutilezas, levante as questões. Você vai notar que eles estão mais presentes do que pode parecer inicialmente.
• recorte temporal: busque perfilar momentos que guardam alguma semelhança entre si. A semelhança pode se dar de dois modos: modo temático ou modo periódico e pode se aplicar tanto à grande História, quanto àquela de carácter privado.
• coerência discursiva: feito o recorte é hora de lapidar a maneira como vai se dar a narração dos eventos. Busque encadeá-los através de elementos que reforcem a simpatia entre eles. A razão da história muitas vezes encontra seus motivos no próprio ato da escrita. Siga sua intuição, e então busque reforçar as relações de similitude entre os fatos.
• Crie o cartaz de modo a facilitar o entendimento de quem vai ouvir sua história e também de facilitar a maneira como você vai contá-la. Saber contar uma história é uma arte que facilita muitas conquistas na vida, e esse vai ser um momento seu de exercitar seu discurso, sua perspicácia e sua simpatia.
Apresentação dos trabalhos:o apresentações individuais através de painel ilustrativo dando suporte à narrativa oral.
o balanço da atividade nos últimos 20 minutos.