EMENTA
A percepção do mundo, através das diferentes formas de expressão e linguagem cênica, valorizando suas importâncias ética, estética, histórica e social. Os jogos teatrais e dramáticos como forma de integração e expansão do indivíduo e do grupo num âmbito sócio-cultural. A vivência dos exercícios e jogos aplicados ao universo da educação infantil como forma pedagógica de aprendizagem do mundo, sociabilização e desenvolvimento pessoal. O repertório dos jogos e exercícios para a aplicação em grupos executivos e corporativos como técnica de avaliação e aperfeiçoamento dos recursos humanos no âmbito da pedagogia empresarial.
PROGRAMA
Unidade 1: A consciência do corpo como instrumento e linguagem e sua relação com o meio. O auto-conhecimento através da linguagem corporal e a percepção do Outro.
Unidade 2: O teatro na educação e a relação que ele estabelece entre o lúdico e o conhecimento. Importância e utilização dos jogos preparatórios, teatrais e dramáticos. Improvisações livres e orientadas.
Unidade 3: A prática pedagógica dos exercícios e jogos dramáticos através da elaboração orientada das oficinas por grupos formados entre os integrantes da turma.
METODOLOGIA
O objetivo metodológico visa preparar os alunos para uma sociedade pluralista em constante processo de transformação e proporcionar uma educação preocupada com o desenvolvimento humano. Para isso, as atividades propostas deverão favorecer a didática do aprender a aprender, a reflexão, a construção e reconstrução do conhecimento além de proporcionar a autonomia do aluno. Serão ainda realizadas atividades no sentido de refletir sobre as mudanças na sala de aula diante do novo paradigma educacional.
Oficina de Artes Cênicas 1ª Aula
Reflexões sobre o corpo. Monólogos corporais como exercícios de aquecimento e relaxamento e os diálogos corporais como jogos dramáticos e teatrais.
• Jogos dramáticos: todos participam não havendo portanto platéia.
• Jogos teatrais: a utilização da platéia como método de estudo e aperfeiçoamento dos exercícios.
Tônica das primeiras aulas: reconhecimento e aproximação do grupo
• Cumplicidade
• Confiança
• Unidade
Escravos de Jó com os Sapatos: a turma sentada em círculo, usará os calçados para a execução da brincadeira. Objetivo: coordenação, atenção e ritmo.
Oficina de Artes Cênicas 2ª Aula
CASA/MORADOR/TERREMOTO: 2 pessoas formam a casa e dentro da casa outro integrante é o morador (formação em trios). Enquanto isso uma pessoa fora destes trios poderá dar três vozes diferentes de comando para alterar as formações no sentido de encontrar uma casa para si, o que consequentemente vai desabrigar algum colega, que por sua vez passa a comandar as formações com o mesmo intuito de se integrar novamente.
• CASA (a casa sai do lugar e procura um morador)
• MORADOR (sai do lugar o morador e procura outra casa)
• TERREMOTO (todos saem procurando formar novas casas, com novos moradores)
Que rei sou eu?
Fita crepe e canetinha, a brincadeira se inicia com cada integrante tendo em sua testa o nome de uma personalidade famosa que ele terá que descobrir elaborando perguntas para seus colegas, que por sua vez só poderão responder SIM ou NÃO (nenhuma outra palavra). Para tanto a turma será dividida em duplas que conferirão mutuamente e em segredo as personalidades.
Oficina de Artes Cênicas 3ª Aula
Sequência do Círculo: Aquele abraço + Desfaz o nó + vira do avesso o círculo:
A turma em círculo de mãos dadas. Cada integrante identificará o colega que se encontra imediatamente à sua direita e à sua esquerda. Feito isso o círculo se desfaz e ao som do samba do Gil todos se abraçam cada vez que na canção aparecer a palavra “abraço”.
Então, o instrutor chama todo o grupo para partilhar um abraço coletivo, onde todos se encontrem. Uma vez no centro e sem sair do lugar, o grupo irá procurar novamente dar as mãos aos colegas que originalmente compunham a roda. O grande nó estará feito e então, sem desfazer da união das mãos, a turma vai procurar se movimentar para restabelecer o círculo. Refeito o círculo, o facilitador vai desafiar o grupo a, sem soltar as mãos, inverter a posição dos integrantes que voltados para dentro, devem virar o círculo do avesso, buscando ficar virados para fora.
Apresentação Trocada
O participante deverá escolher outra pessoa para formar dupla. Eles conversarão entre si e deverão conseguir o maior número de informações um do outro para assim posteriormente se apresentar no papel do outro. Cada participante deverá incorporar o colega e se apresentar como o próprio. Objetivo: demonstrar interesse pelo outro e propiciar união entre o grupo.
Oficina de Artes Cênicas 4ª Aula
Abelha Rainha
Quem estiver com o crachá da Abelha Rainha é o líder do grupo, a quem todos os demais deverão imitar a dança. Segue mestre com música sortida e variada, a cada troca de música, o crachá vai parar no pescoço de quem a Abelha rainha do momento escolher.
Agência de Publicidade:
A turma será dividida em grupos que terão que desenvolver um plano de vendas para o produto sorteado. Objetivo: fazer com que as pessoas possam ter uma vivência, por menor que seja, da área de comunicação - publicidade, de maneira criativa, divertida e desenvolvendo a capacidade de argumentação e persuasão. Os produtos são os seguintes:
a) Gelo para esquimó
b) Pente para careca
c) Escada que só desce
d) Óculos mp3 player
e) Dentadura que acende no escuro
f) cerveja em pó
g) Escova de dente comestível
h) Sapato com prego na sola
i) sobrancelhas postiças
j) relógio gargantilha
k) retrovisor de orelha
Oficina de Artes Cênicas 5ª Aula
O feitiço contra o feiticeiro:
Sentados em círculo, munidos de papel e caneta, o facilitador pede que cada um escreva seu nome, identificando o papel. Depois, cada integrante da turma deverá escrever o que gostaria que seu companheiro à direita fizesse no centro da roda. Recolhidos os papéis, o facilitador sentencia:
--“Aquilo que não se quer pra si, não deve ser desejado para outrem! Portanto, a tarefa que vc quis pro companheiro, quem vai executar é você!”
Carro Cego (Maltoristas): em dupla, um integrante guiará o outro através de comandos pré-combinados enquanto o outro, de olhos fechados, se deixa dirigir. Objetivos: adquirir confiança, trabalhar os sentidos e identificar intenções e comandos.
- toque no meio das costas: seguir reto
- toque no ombro esquerdo: virar à direita
- toque no ombro direito: virar à esquerda
- toque na nuca: ré
- quanto mais intensidade no toque mais acentuada ou acelerada será a manobra.
A Teia Humana: dinâmica de apresentação da turma. A cada encontro, o grupo vai desfiando, a partir de um carretel, sua curiosidade e interesse uns pelos outros, utilizando, como forma de aproximação, perguntas em torno de temas sugeridos.
Oficina de Artes Cênicas 6ª Aula
Desvenda meu segredo?
Em uma pequena tira de papel, cada integrante da turma escreve a revelação de uma curiosidade pessoal que ele suponha que ninguém ali saiba. Algo diferente ou incomum sobre si mesmo, porém que possa ser de conhecimento público. Ex: “Já morei em outro país”, “Tenho 7 irmãos”, “Nasci com um dedo a mais”, “Danço balé desde os 3 anos de idade”. O cartão deverá ser anônimo, sem identificação do autor. Feito isso o intermediador recolhe os papéis e os redistribui aleatoriamente, certificando-se de que ninguém ficou com seu próprio segredo. Cada qual de posse de um segredo deverá descobrir o seu dono através de indagações sobre o assunto. Descoberto, o dono deverá assinar o cartão. Uma vez terminada essa etapa, em circulo e sentados, cada qual revela a sua descoberta, sem antes deixar de indagar a própria turma sobre o suposto dono do segredo.
Escrevendo uma História:
Material: Papel, caneta e figuras A turma será dividida em grupos. O mediador apresentará figuras e objetos para que os grupos escrevam uma história na sequência em que foram apresentados. Ao final da brincadeira, um orador eleito por cada grupo lerá para a turma seu respectivo texto. Objetivo: Criatividade, exercício literário, diferentes ângulos de visão e percepção do outro.
Memorizando em Círculo:
Desfeito o nó, mas mantido o círculo, a turma começa um trabalho de memorização de NOME associado a uma COISA (que deve ser decidida por cada um) e mais um GESTO. Através disso é possível pensar pequenas dramatizações em grupos de cinco pessoas, enredando os objetos associados aos nomes.
Oficina de Artes Cênicas 7ª Aula
Doutores da alegria
Material: Canudinhos de refrigerante cortados ao meio. Procedimento: cada canudo simboliza um diploma. O facilitador distribuirá para cada pessoa do grupo 3 canudos. Dado o sinal os participantes deverão sair e procurar um companheiro, olhar fixamente nos olhos desse companheiro e tentar fazê-lo sorrir. Quem sorrir primeiro cede um diploma. Vence quem terminar a brincadeira mais diplomado, um verdadeiro doutor da alegria. Objetivo: Essa dinâmica é usada para descontrair e integrar o grupo de uma forma divertida.
Quanto tempo eu tenho?
Material: Som com música alegre, caixa de fósforos, fichas com: nomes, de onde é, de que mais gosta, uma alegria, uma tristeza etc. (Pode-se criar outras conforme o objetivo proposto). Objetivo: Provocar a saída de si mesmo (desinibição) e conhecimento do outro.
1. Todos, em círculo, o facilitador distribui um palito de fósforo, não usado. As fichas devem estar em lugar visível (pode ser no centro do círculo).
2. Um participante risca o fósforo, outro sorteia uma ficha. Enquanto o fósforo estiver aceso, ele deve responder a pergunta que lhe foi sorteada.
3. Cuidar para que ele fale só o tempo em que o fósforo estiver aceso. Caso alguém não consiga, o facilitador, poderá usá-lo para que os outros façam perguntas (pessoais) como numa entrevista.
Discussão: Conseguimos expressar os pontos mais importantes na nossa apresentação? Como me senti? É fácil falar de nós mesmos? O que significa um fósforo aceso? (marcando tempo) O que significa o fogo? (iluminando).
Resultado esperado: Ter feito uma reflexão sobre o tempo que estamos na terra e o que podemos ser para os outros. A maneira como eu utilizo o fósforo é a nossa própria vida. Analisar todas as situações que aparecem durante a dinâmica.
Variações: é possível usar o fósforo em várias outras situações, tendo em pauta sempre o exercício da apresentação. Por exemplo: em círculo, sentados, a caixinha passa de mão em mão (juntamente com um copinho d`água, para se evitar qual- quer acidente) para durante a efêmera chama o colega cantar uma canção que lhe represente ou lhe refira de algum modo. Pode se tentar também, além da canção, anedotas, causos, acidentes, vexames etc,
Formação dos grupos e sorteio das datas de apresentação:
com as datas pré-definidas em 8 apresentações e já correlacionadas a uma cor, a turma irá se dividir em grupos de número divisível por 8 elegendo um representante que irá escolher uma cor que definirá o dia de sua apresentação.
Oficina de Artes Cênicas 8ª Aula
Dinâmica de Interpretação; o coordenador irá mostrar o poema “Irene” de Manuel Bandeira para que todos leiam.
Irene (Manuel Bandeira)
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor
Imagine Irene entrando no céu:
-- licença meu branco.
E São Pedro bonachão:
-- Entra Irene, você não precisa pedir licença.
Depois as pessoas devem ser separadas em grupos e cada grupo deverá escolher um tipo de interpretação. Pode ser um tipo de emoção ou ritmo de música. Cada grupo deverá ler novamente o poema, só que com o tipo de emoção ou ritmo musical que escolheu de forma sincronizada. O objetivo dessa dinâmica é desenvolver a interpretação de forma dinâmica através da interação em grupo, mostrando que a voz é o principal trunfo para mostrar a diversidade de cada um.
Confidencial
Material: papel e caneta. Cada participante deve escrever num pedaço de papel, sem identificação, uma dificuldade que atualmente lhe aflinge. Todos os papéis dobrados da mesma forma serão redistribuídos e assim, cada qual expõe o seu problema como se fosse próprio (de preferência sem ler, dramatizando com suas próprias palavras a questão em mãos) de modo que o grupo lhe ajude a encontrar conforto e soluções possíveis. Ao final, o coordenador poderá levantar questões do tipo:
- como vc se sentiu ao ver seu problema exposto por outra pessoa?
- como vc se sentiu ao explicar o problema do outro?
- vc se sentiu ajudado pelo grupo?
Mudança de voz / Expressão: A turma se divide em grupos e cada integrante terá que repetir a frase que o outro grupo escolheu, sendo que modelando sua voz e expressão corporal de tal modo a expressar os seguintes sentimentos ou situações.
- Com raiva
- Como um anúncio oficial
- Como se estivesse atacando alguém
- Apaixonado
- De maneira engraçada
- De maneira ameaçadora
- Entediado (de saco cheio)
- Nervoso
- De maneira provocativa
- Como se estivesse interessado no assunto
- De maneira interrogativa
- Com voz forte
- Como vendedor de feira- livre
- Gritando
- Transmitindo exagero
- De forma debochada
- De forma confidencial
- Chorando
- Como locutor de noticiário
Nessa dinâmica o grupo pode escolher se cada integrante faz uma expressão, ou se um faz todas. Aquele grupo que não fizer, não conseguir dizer sem rir a mesma frase em todas as modalidades ou não estiver conseguindo transmitir o sentimento ou a situação desejada, será eliminado.
Arca de Noé - Procurando o animal
Para esta brincadeira é necessário que o número de participantes seja ímpar. A brincadeira é preparada da seguinte maneira: tomam-se pedaços de papel (bilhetes) e neles são escritos nomes de animais. Para cada animal são escritos dois bilhetes com o mesmo nome, de tal maneira a possibilitar a formação de pares. Os nomes dos animais podem ser escritos em sua forma masculina e feminina (ex: boi e vaca). O número de bilhetes a ser feito deve ser um a mais que o número de participantes.
Por exemplo, se são 11 participantes, deverão ser feitos 12 bilhetes, ou seja, 6 pares. Os bilhetes são dobrados e misturados. Cada participante deverá pegar 1 bilhete e ver o nome de qual animal está escrito. Após isso, vendar os olhos. Quando todos os participantes tiverem tirado seu bilhete, irá sobrar 1 bilhete. Os participantes não devem ver o nome do animal do bilhete que sobrou. A um sinal do coordenador da brincadeira, todos os participantes deverão imitar com o maior volume de voz possível o som produzido pelo animal de seu bilhete. Os participantes deverão ficar repetindo/gritando o som de seu animal até cada qual ter encontrado o seu animal-par. A brincadeira termina quando todos tiverem encontrando seu par, menos a pessoa que não tiver par. Esta irá ficar gritando sozinha o som de seu animal. A brincadeira poderá ser repetida até todos terem se divertido.
Animais: Vaca, Cavalo, Galinha, Cachorro, Gato, Porco, Cabrito, Pato, Ganso, Burro, Macaco, Sapo, Cigarra, Coruja, Bem –te- vi, Foca, Galo, Arara, Leão.
Pizza dos desejos
Objetivos: Refletir sobre nossas práticas cotidianas, expor anseios para o ano q se aproxima. Recursos: O próprio corpo. Descrição: Faz-se uma roda com todos os participantes da turma. Em seguida, o líder explica o que será feita uma grande “pizza” de anseios e desejos para o ano seguinte. Ele começa esticando suas pernas em direção ao centro da roda, expondo o que deseja pra 2007 estimulando o grupo a fazer o mesmo, seguindo a ordem no sentido horário. Tudo o que cada participante disser, será uma parte da pizza, que irá tomando forma ao longo da atividade. Depois de todos terem falado, serão feitos movimentos com o corpo como se fossemos levar a pizza ao forno. A brincadeira deve ser rápida e dinâmica.
Telefone sem fio
Objetivo: Estimular a percepção auditiva , concentração e raciocínio lógico.
Recursos: O próprio Corpo. Divide-se a turma em 2 grupos. Os líderes falam uma mesma frase no ouvido de um paticipante de cada grupo, que deverá passar a mesma a diante. Vencerá a equipe que chegar mais perto da frase inicial.
Dinâmica do besouro.
O facilitador apresenta o desafio ao grupo, com todos sentados em roda. Dizer a seguinte frase sem mostrar os dentes:
-- “Fulano, tem um besouro tomando banho no seu banheiro?” (pergunta-se à pessoa ao lado).
Ela responde:
--“Espera um pouquinho, que vou perguntar pro meu vizinho...”
Objetivo: abrir a dinamicidade e a descontração no grupo.
Bexigas problemas:
Material: bexiga, tirinhas de papel inscritas com palavras reflexivas para se pensar sobre como enfrentar os problemas cotidianos. Palavras como: amizade, compaixão, cumplicidade, humildade, auto-conhecimento, disciplina, lazer, alimentação, família, bom-senso, responsabilidade, autoridade, agressividade, ambição, sangue-frio, audácia, criatividade, paciência, prazer, crítica, motivação, diálogo, confiança, aceitação etc. Iniciar a atividade, convidando os participantes para, sentados, se disporem em um círculo. Distribuir um balão para cada um. Na seqüência, pedir para encherem seus balões, "descarregando" dentro deles, todos os sentimentos negativos que impedem uma boa escuta: desatenção, incompreensão, superficialidade, etc… e que, após cheios e fechados, no centro do círculo, todos os balões devem ser colocados no chão da sala utilizada para esta dinâmica. Ao som de uma música dinâmica cada participante ao encher a bexiga que recebeu, já contendo uma mensagem colocada no seu interior, deverá manter sua bexiga no ar. O facilitador dirá ao grupo que aquelas bexigas são os problemas que enfrentamos no dia-a-dia. O facilitador escolherá pela cor das bexigas, aqueles integrantes que progressivamente vão se tirar da dinâmica deixando para trás suas bolas, restando aos demais administrar no ar um número cada vez mais crescente de bolas. Após, todos retomarão suas bexigas e peça que todos estourem os balões com os pés e dêem uma salva de palmas.estourando uma a uma. Para encerrar, deverão ler e tecer comentário sobre o que aquela palavra dentro do seu balão significa para ele no contexto da discussão.
Defenda seu sonho
Materiais: balões coloridos, caneta e papel e palitos de dente. Cada participante deverá escrever seu maior sonho num pedacinho de papel que será colocado dentro da bexiga, que será inflada. Ao mesmo tempo serão distribuídos palitos de dente para todos da turma. Cada um fica de posse do seu balão e munido de um palito de dente. O orientador dá a seguinte ordem: -- defendam seu sonho!! A tendência é todos estourarem os balões uns dos outros. Quando fizerem isto o orientador pergunta: -- porque destruíram os sonhos dos outros?? Deixe eles pensarem um pouco e responda que para defender o seu sonho não é necessário destruir o dos outros!!
Roda do Mestre Rítmico:
aproveitando a trilha sonora, criar um “segue mestre” rítmico, envolvendo palmas, rebolados, danças, primeiramente sem a repetição por parte de todo o grupo, como forma de apresentação de cada indivíduo, depois seguido da repetição de toda a roda seguindo o movimento sugerido por cada membro consecutivamente. (trilha Barbatuques ou Pífano Muderno)
Círculos (conjunto de exercícios nessa formação)
1. Massagear costas / inverte / massagear rosto / inverte
2. Repetir movimento (segue-mestre acumulativo, com círculo sentado e virado p/ dentro).
A Teia Humana:
dinâmica de apresentação da turma. A cada encontro, o grupo vai desfiando, partir de um carretel, sua curiosidade e interesse uns pelos outros, utilizando, como forma de aproximação, perguntas em torno de temas sugeridos.
Carrossel
Os jogadores formam um círculo alternando um de pé com um deitado. Os que estão deitados unem os pés no centro do círculo, agarram as mãos dos que estão em pé e esticam-se levantando as costas a uns 30 cm do chão. O carrossel começa então a dar voltas numa só direção; os jogadores suspensos mantêm os corpos rígidos e vão sendo arrastados pelos companheiros que giram sempre na mesma direção. Ao princípio o carrossel vai lentamente, ganhando velocidade progressivamente. Ao fim de algum tempo, invertem-se os papéis.
Máquina Humana (desdobramento do carrossel): a turma dividia em grupos de cinco pessoas devem construir uma máquina ou aparelho pensando cada integrante como uma peça ou dispositivo mecânico da engenhoca.
Escrito na Testa
Em círculo, cada integrante com uma caneta em mãos e um pedaço de fita crepe grudado na testa, vai se entreolhar e buscar alguma afeição que o leve até um outro. Frente a frente, ambos escreverão na testa do outro uma qualidade percebida no colega. Ninguém poderá saber o que traz escrito sobre si próprio. Feito isso com todos os integrantes, a turma irá circular pelo tatame reagindo de forma mímica à qualidade que avista na testa de quem lhe cruza o caminho. Só então, o círculo volta em formação e todos sentados irão intuir que qualidade é essa que receberam e porque acham que geraram essa percepção do outro. O princípio teórico a ser explorado é o “eu do espelho”.
• Tapete rolante: deitados cabeça com cabeça, formando um corredor, os alunos de braços estendidos formarão uma centopéia gigante de barriga p/ cima, por onde percorrerão os colegas.
• Esteira rolante: deitados no chão, guardando um pequeno espaço entre um e outro, os alunos rolarão levando um colega como se fosse uma tora na esteira.
• Tábua de amaciar carne: deitado de costas, depois de frente, o ator deve ser massageado pelos colegas com movimentos ritmados das mãos, com força igual, monotonamente, sem improvisações, como se fosse um rolo de massa, fazendo pressão por todo o corpo.
• Relaxamento: todos deitados no chão ao som de uma música calma. (O Tempo – Cidadão Instigado)
Bibliografia Básica :
• BOAL, Augusto. Jogos para Atores e não-atores. RJ. Civilização Brasileira, 2005.
• BROOK, Peter. O Teatro e seu Espaço. Petrópolis. Vozes, 1970.
• JOHNSON, D. Corpo. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1993.
• KOUDELA, I. D. Jogos Teatrais. São Paulo. Perspectiva, 1984.
• _________ , ___ . Texto e Jogo. São Paulo. Perspectiva / FAPESP, 1996.
• LOPES, Joana. Pega Teatro. São Paulo. Centro de Teatro e Educação Popular, 1981.
• MAY, Rollo. A Coragem de Criar, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1975.
• MEICHES, M & FERNANDES, S. Sobre o Trabalho do Ator. SP. Perspectiva, 1988.
• REVERBEL, Olga. O Teatro na Sala de Aula. Rio de Janeiro. José Olympio, 1979.
• SPOLIN, V. Improvisação para o Teatro. São Paulo. Perspectiva, 1979.
• STANISLAVSKI, A. A Criação do Papel. Rio de Janeiro. Civilização, s.d.
• VASCONCELLOS, L. S. Dicionário de Teatro. São Paulo. L & PM, 1987.